Politicalha de Aldeia

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Autor: Leandro Mayer
Ano da publicação: 2021
Número de páginas: 318

Sinopse:

O propósito deste estudo é investigar, através de um conjunto de inquéritos policiais instaurados contra indivíduos estabelecidos no Oeste de Santa Catarina, cujos autos, foram transformados em processos-crime junto ao Tribunal de Segurança Nacional, no Rio de Janeiro, as medidas repressivas decorrentes da campanha de nacionalização naquela zona fisiográfica durante o Estado Novo (1937 – 1945). O Oeste catarinense, delimitação espacial do estudo, sentiu profundamente os efeitos das ações da campanha de nacionalização, visto que registrava, a partir do início do século XX, intenso processo de fixação de colônias de (i)migrantes teutos e ítalos. Estes núcleos “desnacionalizados” eram vistos, aos olhos do governo varguista, como “quistos étnicos” e acusados de transmissores de ideologias estrangeiras que colocavam em risco a segurança nacional do país, portanto, necessitavam experimentar as medidas nacionalistas, devendo ser combatidos e assimilados. Partindo do entendimento que a temática da nacionalização está intimamente relacionada com a imigração e a identidade étnica, encontramos nos processos-crime, importantes elementos para compreender como o processo de nacionalização atingiu as comunidades interioranas, revelando o modo pelo qual as medidas repressivas (institucionalizadas) da campanha de nacionalização foram sentidas pela população do Estado de Santa Catarina. Neste contexto, os processos-crime do TSN são a materialização da ação repressiva instaurada por meio da política autoritária do Estado Novo. Em tese, o curso dos processos costumava ser idêntico: iniciava com inquérito policial e culminava no TSN, onde os autos eram transformados em processo-crime. Em comum, a “politicalha de aldeia”: a polícia contava com as delações e denúncias irrompidas dentro das comunidades, onde intrigas, desentendimentos, desavenças e desafetos banais resultavam em rigorosos inquéritos policiais, que por sua vez, alcançavam o Egrégio Tribunal de Segurança Nacional, um tribunal condenatório para comunistas e integralistas, que agia como instrumento político-jurídico e legitimava as práticas repressivas e autoritárias do governo varguista.

 

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